Operação para combater milícia que atua na Baixada Fluminense prende 4 PMs e outros 5 suspeitos

Operação para combater milícia que atua na Baixada Fluminense prende 4 PMs e outros 5 suspeitos

Operação para combater milícia que atua na Baixada Fluminense prende 4 PMs e outros 5

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A Polícia Civil, com apoio do Ministério Público e da Corregedoria da Polícia Militar, prendeu nove suspeitos, entre eles quatro PMs, que são apontados como integrantes de uma milícia instalada no município de Mesquita, na Baixada Fluminense. A ação foi desencadeada na manhã desta quarta-feira (14).

As investigações tiveram início a partir da denúncia de uma vítima, que esteve na Draco e relatou que há cerca de dez meses um grupo da região passou a praticar extorsões, sob o pretexto de oferecer uma suposta "segurança”.

A testemunha afirma que passou a sofrer cobranças e que o grupo impôs o pagamento de uma taxa para cada uma das lojas que ele possuía, totalizando R$ 1 mil semanais pelas duas lojas. O líder das ações foi identificado como o policial militar Márcio Lima Cunha, conhecido como “Zebu”, que está entre os policiais presos na ação desta quarta.

Ao se recusar a pagar a “taxa de segurança”, a vítima, que também é policial militar, sofreu uma emboscada praticada por integrantes do grupo liderado por Zebu. Um amigo que o acompanhava foi atingido por disparos e morreu no local. A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense abriu inquérito para investigar o homicídio.

Equipes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) saíram ainda durante a madrugada da Secretaria de Segurança, no Centro do Rio, para realizar buscas no município de Mesquita e no batalhão da cidade, onde três PMs são lotados. Os agentes também contaram com o apoio de homens da Força Nacional na ação.

De acordo com o titular da Draco, delegado Alexandre Herdy, o grupo é suspeito de explorar vários serviços. "Além de cobrar pela taxa de segurança a residências e comerciantes, as investigações apontaram que havia a distribuição de sinal clandestino de TV a cabo, venda de água e de gás, exploração de transporte alternativo, liberação de vias para shows (pagodes), cestas básicas, empréstimos de dinheiro a juros e serviços de mototáxis.", explica o delegado.

Além de Zebu, foram expedidos mandados de prisão temporária contra Paulo José Lírio Salviano, André Lemos da Silva, Natanael de Oliveira Gonçalves, Daniel Alex Soares da Silva, o Escobar, Renato de Castro de Oliveira, André Silva Nicodemus, o Geladeira, e Tiago Costa Gomes, sendo que os dois últimos continuam foragidos.

Eles são investigados pelos crimes de constituição de milícia privada e extorsão. Dez mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos.